segunda-feira, 21 de maio de 2012
A Duas Flores
São duas flores unidas,
São duas rosas nascidas
Talvez do mesmo arrebol,
Vivendo no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.
Unidas, bem como as penas
Das duas asas pequenas
De um passarinho do céu…
Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu.
Unidas, bom como os prantos,
Que em parelha descem tantos
Das profundezas do olhar…
Como o suspiro e o desgosto,
Como as covinhas do rosto,
Como as estrelas do mar.
Unidas… Ai quem pudera
Numa eterna primavera
Viver, qual vive esta flor.
Juntar as rodas da vida,
Na rama verde e florida,
Na verde rama do amor!
( Castro Alves )

As flores
Oh, linda flor de alegria. Faz de mim o seu dia.
Me reduz ao seu brilho e me diz o que faria.
Se toda a minha tristeza consumisse minha magia?
Oh, linda flor de esperança. Faz de mim sua balança.
Me enche de bonança e espero que seja franca.
Será que essa gente precisa de confiança?
Oh, linda flor sem nome ainda.
De todas espera a finda.
Te nomeio sem comparação.
Para que todos que chamarem seu nome.
Chamem sempre de coração.
E mesmo que seja por falsidade.
Todos que já têm idade.
Mudaram de opinião.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
ANDAR...

Meus passos desvairados perdem-se em fim.
Sigo o que quero até achar quem procuro.
E nesse encanto de andanças procuro preencher-me de emoções.
Olhar ao léo e ver o céu...
Por mais que ande e encontre-me comigo, sinto em tudo
um pouco de todos, rapidamente me esbaldo no desejo de parar!
Por mais que eu tente afastar-me de tudo, sempre ando lado a lado comigo.
Sempre vivo com suas recordações e minhas tristezas...abraço-me!
Há tantas coisas e momentos que o tempo não pode parar.
Meu norte é minha morte, já que de certeza temos isso!
Minha sorte é o lugar que ainda não achei, e ando e ando...
As pegadas do meu destino, são profundas a cada ano.
Ah, que se derá os tempos de primaveras...
Ah, que já foi outonos duradouros
Ah, meu verão foi na prisão.
E esse inverno que insisti em acompanhar-me!
Minh'alma gélida não deixa se aproximar.
Meu corpo estranho de cicatrizes de amedrontar.
Meu caminho é lento, minha idade é rápida.
Minha hora vai chegar...e continuarei a andar!
domingo, 22 de abril de 2012
tempo
Quanto tempo,
Ainda tenho?
Quanto tempo,
Já não tenho?
Quantos dias eu perdi?
Só pra ter você aqui..
Quantas noites não dormir?
Esperando você vir
E as horas que passei
Pensando em você?
Não sei,
E agora todo o amor, cadê?
O tempo passou,
Você não voltou
Fracassamos no amor
E o que sobrou, se não a dor?
domingo, 15 de abril de 2012
acorde-me...
Seu cheiro...seu íntimo! acorde-me.
Acorde-me desse ébrio momento.
Desse momento lúdico, luxúrico!
Senti tanto calor que minha alma derreteu.
Embriaguei-me com seu suor, feito vinho...um culto a baco!
Meu deus, agora sei, meu deus!
Vinho aflora a libido, alucinações verdadeiras, salientes!
Percebo o efeito nos que bebem ao meu redor...
Seus olhos avermelhados nos deixam insanos.
Seu cheiro...seu íntimo desejo de possuir.
Acorde-me dessa sensatez gostosa....louca!
Esse entrelaçar carnal regada a volúpia, satisfaz a carne!
Satisfaz a mim...a você.
Seu cheiro vinho...seu cheiro!
Acorde-me desse ébrio momento.
Desse momento lúdico, luxúrico!
Senti tanto calor que minha alma derreteu.
Embriaguei-me com seu suor, feito vinho...um culto a baco!
Meu deus, agora sei, meu deus!
Vinho aflora a libido, alucinações verdadeiras, salientes!
Percebo o efeito nos que bebem ao meu redor...
Seus olhos avermelhados nos deixam insanos.
Seu cheiro...seu íntimo desejo de possuir.
Acorde-me dessa sensatez gostosa....louca!
Esse entrelaçar carnal regada a volúpia, satisfaz a carne!
Satisfaz a mim...a você.
Seu cheiro vinho...seu cheiro!
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